segunda-feira, 18 de julho de 2011

Que boniiito éeee


O dia 17 de Julho de 2011 deve ser lembrado como um dia de aprendizado para o povo da Terra de Vera Cruz, eu posso pensar em vários aspectos futebolísticos, desportivos e etc, mas à minha mente martela por motivos mais viscerais.
O futebol, que outrora carregava o romantismo de um esporte do povo, dono dos sonhos de milhões de apaixonados, tornou-se um instrumento para enriquecimento e manipulação de jogadores e marcas.
Raciocine comigo, caro leitor, se uma empresa de porte mundial investe milhões para vincular sua marca a certos jogadores, e essa mesma empresa investe outros milhões em clubes e seleções ao redor do mundo, quando ocorre uma Copa do Mundo, a qual esta mesma empresa tem uma forte participação financeira, qual a probabilidade de um jogador que não faz parte desse bolo ser convocado? Ou pior, entenda que é grande a probabilidade de jogadores fora de forma, decadentes e etc. vestirem a camisa de suas seleções por força do patrocínio.

O ex-Jogador e comentarista da Rede Globo declarou que em seu tempo jogador jogava bola, não era modelo nem ator. E deu o exemplo do grande Di Stefano, craque argentino que Jogou no Real Madrid nos anos 50, no jardim de sua casa colocou uma estátua em forma de bola de futebol, homenagem àquela que o ajudou a conquistar tudo. Infelizmente poucos jogadores querem de fato o ofício de futebolista como antigamente o eram, hoje preferem ser modeletes, e fazem do jogar bola um detalhe.

Sem dúvida essa geração tem muitos valores, pepitas como Neymar, Ganso, Lucas, têm seus méritos, e, estou certo que não foram convocados por acaso, porém não vejo o futebol de forma tão inocente ao ponto de pensar que apenas a vontade do treinador prevaleceu para sua convocação.

Ah, mas eu seria ingênuo se achasse que o esporte bretão ainda é tão romântico como na época da bola de capotão, por isso que, diferente da maioria da população brasileira, eu não fiquei triste com a nossa desclassificação, pois não quero crer que um time de futebol seja a expressão máxima da minha nacionalidade, antes gostaria de ter minha brasilidade vinculada a um país com educação em níveis avançados, a uma estrutura que pune a corrupção e que ensina as crianças que tirar vantagem sobre os outros é errado.

Bom, vou seguindo inconformado, até a próxima!

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