segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Física é isso aí....


Para muitos será o primeiro contato com esta curiosa e verídica história, passada num exame de Física da Universidade de Copenhague.
Li a algum tempo no blog Obvious e resolvi transcrevê-la para cá.
A história ocorreu mais ou menos assim:
A questão exigia um modo que permitisse determinar a altura de um arranha-céus usando um barómetro.
Um estudante respondeu: Amarre uma longa corda à parte mais estreita do barômetro, a seguir faça baixar o barómetro do telhado do arranha-céus até ao chão. O comprimento da corda mais o comprimento do barômetro será igual à altura do edifício.
Esta resposta altamente original enfureceu o examinador ao ponto de rechaçar imediatamente o estudante.
O estudante apelou, baseando-se no fato de que a sua resposta estava indubitavelmente correta e a universidade nomeou um árbitro independente para decidir o caso. Na verdade o árbitro decidiu que a resposta estava correta, mas que não demonstrava qualquer conhecimento de Física. Para resolver o impasse foi decidido chamar o estudante e permitir-lhe que, em seis minutos, providenciasse uma resposta verbal que mostrasse, ao menos, uma certa familiaridade com os princípios básicos de Física.
Durante cinco minutos o estudante ficou em silêncio, franzindo a testa em pensamento. O árbitro lembrou-lhe que o tempo estava correndo, ao qual o estudante respondeu que tinha diversas respostas extremamente relevantes, mas que não sabia qual delas utilizar.
Sendo avisado para se apressar, o estudante replicou da seguinte forma:
Em primeiro lugar, poderia pegar num barômetro, ir até ao telhado do arranha-céus, deixá-lo cair ao longo da parede e medir o tempo que ele demora a atingir o chão. Desta forma, a altura do edifício poderá ser trabalhada a partir da fórmula: H= 0,5g x t2. Mas isto seria má sorte para o barómetro...
Ou então, se o sol estivesse a brilhar, poderia medir a altura do barómetro, depois de assentá-lo na extremidade e medir o comprimento da sua sombra. Em seguida, iria medir o comprimento da sombra do arranha-céus e, depois de tudo isto, seria uma simples questão de aritmética proporcional para calcular a altura do arranha-céus.
Mas, se quiserem ser rigorosamente científicos acerca disto, poderão amarrar uma longa corda ao barômetro e abaná-lo como um pêndulo, primeiro ao nível do chão e depois ao nível do telhado do arranha-céus. A altura é trabalhada pela diferença na força da gravidade - T=2p... Ou, se o arranha-céus tiver uma escada exterior de emergência, será mais fácil usá-la e marcar a altura do arranha-céus em comprimentos do barômetro, e em seguida adicioná-los por aí acima. Se, simplesmente, quiser ser chato e ortodoxo na resposta, certamente, poderá usar o barômetro para medir a pressão de ar no telhado do arranha-céus e no solo, e converter os milibares em pés para dar a altura do edifício.
Mas uma vez que estamos constantemente a ser exortados a exercitar o pensamento independente e a aplicar os métodos científicos, indubitavelmente a melhor forma seria ir ter com o porteiro e perguntar, se ele gostasse de ter um barômetro bonito, que lhe oferecia desde que ele me dissesse a altura do arranha-céus.
O estudante em causa era Niels Bohr...
Nesta época em que milhares de jovens se acotovelam nas salas dos cursinhos pelo país inteiro, no afã de conquistarem o que não conseguiram alcançar durante a explicação do professor da escola, que sirva a crítica para entender que ainda têm-se muito o que fazer pela educação do nosso país, têm-se ainda muito o que conquistar em busca do pensamento livre de fato, da fomentação de mentes oxigenadas e pensantes antes de priorizarem a formação de respondedores de simulados de vestibular.
Pensar não doi.... é difícil no início... mas no fim das contas todo mundo consegue

domingo, 13 de setembro de 2009

Sem Tinta



Desta vez quero mais do que tinta pra pintar a cara,
quero me revoltar da maneira certa,
com as armas de Gandhi e a paixão de Guevara.
Escolher, se preciso for, o sofrimento,
que será mais honroso do que esta falsa impressão de
que está tudo bem.

Não quero que o futebol aplaque minha sede de justiça,
nem ceguem meus olhos as festividades costumeiras,
quero antes de tudo uma revolução de verdade
não de fora pra fora, com camisas vermelhas e barbas por fazer
mas de dentro pra fora, com o coração esclarecido antes de estar apaixonado
Revolução da fome de "ser mais"
do hasta la victória siempre com a justiça dos que têm sede da elevação do ser.

Quero me revoltar contra o inimigo certo
quero ter meus olhos abertos o suficiente pra enxergar quem tenta me cegar
Não quero crer que minha família é o meu inimigo
assim como queira me passar o jornal e a tv
Não quero me separar de minha esposa ou esquecer meus filhos por qualquer motivo

Quero todos os dias sair de casa com a revolução racional como minha meta
ah, como eu quero que minha mulher seja tão culta quanto bela
que meus filhos sejam tão sagazes quanto hiperativos
que meu Marxismo doente seja substituido por um desejo social real
que se inicie com a semente plantada das minhas portas pra dentro
e que não tenha fronteiras para comportar seu galhos e raizes

E ao passo que escolho quem me representa, quero sofejar antigas canções
No afã de exorcizar os velhos hábitos de velhos brasileiros vendidos
que pegaram carona nas diretas, que pintaram os rostos, que se venderam
que se elegeram e dificilmente morrerão.
Por isso não quero mais tinta pro meu rosto, não quero mais unir as mãos
com os mesmo que juraram lutar por mim! e que me venderam falsos lenços e documentos
A luta não mais continua, ou talvez continue, talvez bem poucos tenham permanecido do lado de cá

O que mais me dói é saber que mesmo diante da minha patente impotência
diante da situação de minha cidade, meu estado, minha nação...
Eu não vou conseguir, não me indignar, não vou conseguir baixar os punhos
não vou coseguir parar de escrever.....

quem sabe um dia surta efeito!