quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Tradição

Caldo e MocotóDo Lat. traditione, entrega s. f., acto de transmitir ou entregar;
transmissão oral de lendas, factos, etc. , de pais para filhos;
transmissão de valores espirituais de geração em geração;
conhecimento ou prática que provém da transmissão oral ou de hábitos inveterados;
hábito;
uso;
notícia de um facto transmitido oralmente ou por testemunho que livros, sucessivamente publicados, confirmam;
recordação;
memória.


Tenho um amigo que tradicionalmente assiste aos jogos da Seleção no mesmo canto do sofá. Crente que isto vai trazer o resultado positivo pra Amarelinha.

Antigamente faziamos encontros da turma da época de Escola Tecnica "tradicionalmente" em uma pizzaria de João Pessoa, até que cansamos de pizza, e alguns uns dos outros.

Tradicionalmente passamos o Reveilón na beira da Praia quer seja em intermares, quer seja em Tambaú.

O lance bacana das tradições é que elas não precisam ser explicadas, por serem tão carregadas de sentimento elas tornam-se verdadeiros axiomas sentimentais, são propagadas por que julga-se encontrar bem estar na ação.

Almoçar em Família no dia de Natal
Ir a João Pessoa e Comer uma Tapioca na feirinha de Tambáu;
Contemplar o Pôr-do-sol ao som do Bolero de Ravel na praia Fluvial do Jacaré em Cabedelo,
Ver o morro do Careca na Praia de Ponta Negra em Natal;
Tomar caldo de Mocotó com Cuscuz no mercado central do Crato no Ceará às 5:30 da manhã.

Algumas tradições mais carregados de glamour que outras, para mim cada uma traz um sentimento peculiar. Uma não pode substituir a outra, uma não pode suplantar a carga de importância da outra.

Para mim algumas tradições se mostram nocivas e até burras, mas não é sobre estas que quero falar agora. Agora quero falar das que me fazem bem, que me fazem feliz. Das que me enchem os olhos de alegria ao lembrar, por exemplo, de cada colherada em um prato de caldo de mocotó com cuscuz, de como a força e o aroma da iguaria só não são mais contundentes que a importância da companhia e o que ela representou. E como toda tradição esta também precisa de rituais e requisitos, eu posso tomar mil caldos mas, se não for na feira do Crato às 5:30 da manhã e com a mesma companhia terá sido apenas mais um prato de caldo.

Recordei-me ao escrever este último parágrafo do bate-papo entre a Raposa e o Pequeno Principe no livro de Antoine de Saint-Exupery entitulado também "O Pequeno Príncipe"(em outro post eu colocarei este diálogo na integra, por ser considerado por mim um dos mais belos textos da literatura mundial) um dialogo que fala de criar laços, cativar, e o que seriam as tradições senão isso, criar vinculos para serem lembradas.

Bom foi apenas uma divagação para dizer que nunca mais tomarei outro caldo de mocotó sem lembrar daquela manhã em que as boas tradições pareceram declarar que estavam vivas e fortes tanto ou mais que o aroma de coentro, e que uma boa companhia é o segredo da manutenção do costume.

"É impossível ser feliz sozinho"
Tom Jobin

2 comentários:

franci disse...

ramonzito passei por aqui....adorei seu blog...xeru bem grande nas bolotas dos zoios....

Geday disse...

resposta p o caldo as 5:30 da manhã:
a gente ainda vai tomar outros daqueles se dependder d mim,e tu aceita o convite???
se a gente estiver em jampa p mim bastará um filme contigo
comendo sonho d valsa trufa!
ou uma nova tentativa em ver o narcer do sol xD
pq companhia é tudo!!!
a tua p mim foi e espero q a minha seja p ti sempre o maior conforto possível...xeru primoooo...txi amu