terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Gaiolas e Asas

Não sei se vou postar mais alguma coisa antes do findar deste ano, mas quero deixar ao menos esse maravilhoso texto usurpado com força e pressão do site Casa de Rubem Alves.

Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo “atacados“ porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas“
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-los para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo. Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra - e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres... Sentir alegria ao sair da casa para ir para escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O seu sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha junto com os tigres.
Nos tempos da minha infância eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca, pisava no poleiro – e era uma vez um passarinho voante. Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras, enfiava o bico entre nos vãos, na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguetado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende? Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas?
Me falarão sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, é preciso que todos tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor.
Mas, eu pergunto: Nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E para se testar a qualidade da educação se criam mecanismos, provas, avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é “dígrafo“? E os usos da partícula “se“? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante“? Qual a utilidade da palavra “mesóclise“? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: “fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender – e aprender à sua maneira...“
O sujeito da educação é o corpo porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era “ferramenta“ e “brinquedo“ do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender “ferramentas“, aprender “brinquedos“. “Ferramentas“ são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia a dia. “Brinquedos“ são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma. No momento em que escrevo estou ouvindo o coral da 9ª sinfonia. Não é ferramenta. Não serve para nada. Mas enche a minha alma de felicidade. Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo educação.
Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo. Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria que perguntar: “Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?“ Se não for é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos. Há esperança...
(Folha de S. Paulo, Tendências e debates, 05/12/2001.)

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Em tempo


“Viver nos Estados Unidos é bom, mas é uma merda. Viver no Brasil é uma merda, mas é bom.”
(Maestro Antônio Carlos Jobim)


terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Seu Manj

Esse é um papo para ser desfrutado com uma boa iguaria nordestina, ou pseudo nipônica, ou um espetinho da esquina. Tudo porque um bom bate-papo com Marcelo Alexandre Nunes (Manj) inicia-se e ou se conclui com uma apetitosa refeição.
Dono de uma personalidade singular, este cara consegue imprimir o mesmo bom humor que rega seus dias nos seus trabalhos criativos.
Vou postar algumas das obras desse meu amigo aqui, elas dispensam comentário, mas eu não consigo ficar sem dar pitaco em nada, então se quiserem leiam, vejam, leiam e vejam denovo.


Baratas, Porcos, lutadores mascarados, animais em corpo humano, tem de tudo no arsenal artístico desse pernambucano de nascimento, mas paraibano de criação, que agora estuda Ilustração e Design em Barcelona. Como todo grande artista, busca influência em nomes consagrados da ilustração mundial como Crumb, Manara, Eisner, porém imprime em seus trabalhos uma assinatura impar que envolve o que eu chamo de "Sujeira Limpa" no desenho e releitura do comum.





O gato da Zinebra: Um trabalho recente, feito à lápis e colorido com canetas Stabilo. Desenhos e esculturas de gatos são especialidades do gordinho.
































Um morto Mariachi e um auto retrato (porco sacana), traços firmes, bem arrojados e com improváveis misturas que no fim de tudo, não é que dão certo!
Os desenhos aqui postados foram tirados de um de seus Sketchbooks, presente do poiquin para minha pessoa.
De onde vieram esses tem muito mais, mas espera um pouco! Você deve estar querendo ver mais trabalhos dele não é?
Aonde encontrar mais da arte dele?

Em breve seu portfólio online vai estar no ar, com desenhos bem sacados que levam o timbre deste competente ilustrador brasileiro.

E eu prometo postar aqui um papel de parede bacana com uma de suas ilustrações.

Hasta la vista!

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Estréia

Todo mundo tem sacadas espirituosas, algumas vezes parecem até piada, seu Lunga, ilustre cidadão residente em Juazeiro do Norte (Ceará), ficou conhecido por suas respostas ácidas, tantas que algumas outras brutalidades verbais foram atribuídas a ele.
Na série de tirinhas intitulada "Discípulos de Lunga" serão apresentads alguns diálogos com carga lógica de brutalidade bem humorada.
espero que gostem.




terça-feira, 8 de dezembro de 2009

. Polis + Ética

Estou retornando ao ambiente ransoso e ensaboado da política do nosso país, quem me conhece bem sabe das reservas que tenho com relação ao modo de se fazer política no Brasil. E o mais esquisito é que ultimamente tenho filosofado bastante acerca das implicações práticas da política, reimpulsionado pelas arguições de um Riponga chato (redundância né) que entrou aqui na loja a uns dois meses.
O mané tava chateando meu amigo David sobre a etmologia das palavras, na hora em que cheguei perguntava se o gajo sabia de onde vinha a palavra politica, bom eu já tinha estudado isso na antiga quinta série do ginásio, polis vem do grego cidade, e ética é o modo de proceder sem que os direitos de outrem sejam feridos (a culpa da minha parca definição não é do ginásio e sim da minha mente mau definidora, perdão amigo), portanto concluí que Poli+ética é o conjunto de boas práticas para se viver bem na cidade, em suma, todos os que vivemos nas cidades são em essência Polis-éticos ou políticos.
O bacana de se aventurar no entendimento das palavras, é que de fato compreendemos o que elas querem dizer, ou queriam no passado e qual conotação assumem atualmente. Explico! etmologicamente Política, segundo minhas próprias conclusões já explicitadas, só pode ser exercida nas cidades, então se você mora na zona rural, em uma fazenda, sítio, vilarejos, assentamento etc, você não mora em uma cidade, por tanto não exerce polis-ética e sim, o que eu acabei de inventar, ruralis-ética.
Na idade média, tal qual hoje, os habitantes das cidades (cidadãos) aprendiam desde cedo a nutrir um certo preconceito para com os habitantes das não-cidades, das fazendas e vilas, daí o termo "vilão", hoje associado a sujeito ruim.

Indo pro que interessa!

Eu vi esta semana, algo que me deixou preocupado, fui na livraria e percebi de uma vez por todas que o campo editorial está indo rumo à lama. Ao lado dos livros de Vampiros EMO que engrossam o caldo das porcarias escritas pra adolescentes gays e semigays, vi o livro que foi lançado juntamente com o filme, que conta a vida épica de um filho de retirantes oriundos do interior pernambucano e que se tornou Presidente do Brasil. Me interessei e fui dar uma bizoiada no trailler do filme, o que eu vi foi uma tentativa de tornar seu Ináfio em um Semideus brasileiro, manso, sereno, militante de uma causa legítima, inabalável a despeito dos problemas, ora Lulinha sempre foi superior a tudo, inclusive às surras da polícia, o bacana é que não se fala nada de sua aversão ao trabalho, tendo em vista que ele não sabe o que é bater um prego em uma barra de sabão desde os idos de 1978, quando iniciou a arquitetação do, ironicamente, Partido dos Trabalhadores.
Este quixote bem sucedido tem seguidores no país inteiro, como um jumento carregado de açúcar vem magneticamente atraindo o os politicos de diversas legendas, aqui na paraíba não foi diferente. e quer fazer um teste, pergunte a qualquer um que você conheça quais suas impressões sobre Lula, engraçado é que as respostas serão bem parecidas, algo do tipo: "não é bom, mas de todos foi o melhor, ou você preferia Sarney ou Collor?" puro caso de Reductio ad Absurdum.
Eu só sei que ser apresentado ao filme "Lula, o filho do Brasil" me deixou com várias interrogações:
  1. Será que ele vai conseguir imprimir em Dilma uma mascara barbura e apedeuta pra poder garantir as eleições do ano que vem?
  2. Nós os outros, seremos novamente engodados pela mistica do sujeito pobre que conseguiu vencer na vida?
  3. Terá o cinema força suficiente para deixar a imagem de Lula uma vez por todas vinculada a uma espécie de Messias?
Sei não, histórias de vida costumam ser muito eloquentes, mais ainda quando o cinema resolve entrar no jogo.

O fato é que para mim seu Inácio é um sujeito ao pé da letra em todos os sentidos, um homem que nasceu em um vilarejo do interior do Nordeste, que tornou-se cidadão da maior megalópole nacional, conseguiu liderar um forte movimento por uma esquerda utópica, conseguiu adesão de cabeças pensantes, e em determinado momento as cabeças pensantes foram decisivas pra moldar o Lula que conhecemos, que não sabe o que acontece a sua volta, que não precisa entender nada de política internacional, apenas precisa manter-se firme com uma retórica simplificada tanto para os grandes empresários, quanto para o mais simples representante do povo, vê-se, ao pé da letra que Lula não nega sua orígem vilã.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Dalhe, Dalhe Ô!


A euforia ainda não passou, talvez nem passe tão cedo, afinal 17 anos não são 17 dias, e um reencontro demorado assim tem que ser curtido até as ultimas, na verdade, o 6º título brasileiro conquistado ontem pelo Flamengo tem que ser comemorado por muito tempo, servindo até de ceia natalina.

Exageros a parte, êpa, corrigindo em tempo, não dá pra falar do flamengo sem exageros, não dá para pedir para o time que tem a maior torcida do mundo não ser exagerado. Músicas, engarrafamentos, gritos de gol, um país inteiro acotovelando-se nos barzinhos, nas casas, nos supermercados, enfim em qualquer lugar que tivesse uma TV para ver "COMEÇAR A FESTA" e para festejar também, mobilização inigualável, em números oficiais ontem o Maracanã atingiu o maior público do Brasileirão algo em torno de oitenta e tantos mil pagantes, só que o Maraca tinha, na verdade o tamanho do Brasil, Flamenguistas e Antiflamenguistas (não existe meio termo nesta conta) estavam assistindo apreensivos ao jogo.
Quando o Grêmio fez o primeiro gol, o coração de todos os flamenguistas do mundo ficou do tamanho de uma azeitona. Mas tinha que ser dos pés de dois jogadores lá do fundão, no democrático flamengo, nem sempre os atacantes são os que fazem os gols, David número 40, fez o primeiro depois da proteção feita pelo Imperador, e o segundo merece um parágrafo só pra si.
Andrade iria realizar a substituição colocaria Fierro no lugar de Petkovic, a placa de substituição sobe, mas o jogo está tenso e sobra um escanteio para o flamengo, sobra um escanteio para Pet cobrar, caro leitor, você não foi o único a pensar "vai Pet esse é o seu, faz olímpico", Pet de fato cobra, cruza no meio da pequena área e encontra ele, número 4, zagueiro de ofício, Ronaldo Angelim, apreensão, Angelim olha para o gol, fundamento do futebol, cabeceada, olha para onde o goleiro não está, e a bola como um presente açucarado vem parar no coração de uma torcida imensa, antagônicamente à rede que estufa serena, o Brasil inteiro explode de emoção, é HEXA, é HEXA, Mengão do meu coração.

Após este, afinal, em que tivemos direito a esta alegria, explosiva, e fugaz, esta ofegante epidemia, que se chama Flamengo Hexa Campeão, João Pessoa se concentrou na quadra de Manaíra, parando a rua, e quem ligava? tudo eh festa, o flamengo é HEXA!

gracias

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Milésimo, Um de alguns.

Tô cheio de trabalho pra digitar, cheio de idéias pra poder incrementar meu anteprojeto de mestrado, mas não podia deixar passar em branco este data tão emblemática para o povo brasileiro.
É que a 40 anos atras Seu Edson Arantes mandou a pelota pro fundo das redes pela milésima vez. para quem pensa que é uma marca fácil, analise o retrospecto de um centro avante de ponta da atualidade, o Ronaldo "buxudo" Nazário, por exemplo, soma pouco mais de 310 gols na carreira.
Salvas as devidas proporções, levando em consideração o tempo em que atuaram, e analisando a silhueta do black aí do lado dá pra entender que entre os diferenciados, Pelé se destacava e se destacaria hoje também.

Eu não sou fã incondicional do cara, na verdade fã não é bem a palavra certa. Talvez por que eu goste de contestar o que as pessoas tomam como unanimidade. Não o intitulo Rei de nada, não o considero "melhor de todos os tempos" por considerar, além de uma jogada marketeira da FIFA, um desrespeito aos jogadores que também fizeram histórias positivas no futebol.

Entretanto, apesar, das minhas opiniões, não posso também ser irresponsável ao ponto de dizer que o cara não construiu nada pra identidade do povo brasileiro, sim construiu, o Pelé além de nos projetar para o mundo, sendo por muito tempo nossa cara pros estrangeiros poderem ver (tem seu lado bom e ruim nisso), ele também, juntamente com a seleção canarinho, foi ferramenta de "mascaramento" da real situação brasileira tendo dado carona nos seus dribles para o governo militar entreter uma grande parte da nação.

Bom o gol ocorreu como ocorrem a maioria dos gols de pênalti, Pelé corre em direção a gorduchinha que estava desansando sobre a bola branca pintada de cal na área do Vasco da gama, afirma que apesar da experiência suas pernas tremeram, então ele correu em direção à pelota e guardou-a no fundo do gol. O Brasil ficou em polvorosa, o maracanã foi invadido, seo Edson foi conduzido nos braços, e proferiu algumas palavras a seus súditos, falou que o Brasil não podia jamais esquecer das criancinhas, as vezes acho que ele não tinha o que falar, e só lhe veio isso, talvez uma preocupação legítima, um dia quem sabe entenderemos, e até mesmo seguimos o conselho, por que as criancinhas andam meio escanteadas.

Apesar de ter decepcionado quando tentou abrir a boca, Afinal a frase do não menos genial Romário ainda está em voga "Pelé calado é um poeta!" O que sei é que Pelé venceu, foi muito bom no que fazia, encantou o mundo com seus gols, com seu jeito de ser Brasil, e quanto a isso é dificil lutar, atleta competente, e muito inteligente fisicamente, com jogadas incomparáveis. O que o diferencia de Maradona por exemplo? É que Pelé não cheirou cocaína, colocou o filho pra cafungar no lugar dele (putz não resisti tinha que dizer essa).


"O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé". (Carlos Drumond de Andrade)

sábado, 14 de novembro de 2009

O ateismo novo = neoateismo = a falta de crença no que?

O seguinte texto traz na íntegra os comentários de Michelson Borges sobre o ultimo peteleco da Galileu no esforço de combater Deus.

"Neoateísmo: o novo nome da velha descrença
A revista
Galileu do mês passado sem querer ajudou a reforçar o tema da minha dissertação de mestrado ao publicar o seguinte subtítulo na matéria "Deus está morto?": "Livro e filme recém-lançados engrossam o coro dos neoateístas e juntam novos argumentos contra a fé religiosa" (p. 72). A questão é: Será que o neoateísmo é toda essa novidade que a mídia vem apregoando ou se trata unicamente do velho ateísmo com seus argumentos surrados, mas agora grandemente incensados pelos meios de comunicação? A matéria (nem dá pra chamar de reportagem, pois "ouviu" apenas um lado), à semelhança de outros textos panfletários publicados nas páginas de Galileu e Superinteressante, se sustenta apenas em duas fontes: o novo livro do ateu Sam Harris, A Morte da Fé - Religião, Terror e o Futuro da Razão, e o mal educado documentário do comediante Bill Maher, Religulous - Que o Céu Nos Ajude (religulous é a mistura das palavras "religioso" e "ridículo"). Mas, afinal, esse livro e o filme trazem algo de novo à controvérsia entre ateus e teístas? Vejamos.

Pra começo de conversa, a matéria da Galileu é tremendamente ufanista e supercial, desprezando séculos de discussões teológicas e afirmando que o vídeo e o livro de Harris "têm em comum a oferta de bem-nutridos argumentos para demolir de vez o mais resistente dos mitos: Deus". E os "argumentos demolidores" são: (1) a Bíblia é ultrapassada porque, segundo eles, afirma que a Terra é plana; (2) a Bíblia não pode ter sido escrita por Deus; (3) a religião é causa de conflitos humanos passados e presentes; (4) a religião é intrinsecamente intolerante; (5) a fé não é sustentada por provas concretas.

Confesso que dá até preguiça comentar esses pontos, mas vamos lá...

1. Segundo o livro Inventando a Terra Plana, de Jefrey Burton Russel, a Bíblia não apresenta o mito da Terra plana e muito menos a tese geocentrista. Esse é um grande mal entendido histórico que os neoateus insistem em desconhecer e vivem trombeteando.

2. A Bíblia, de fato, não foi escrita por Deus. Isso é básico para quem a lê. Mas Harris escreveu: "A crença de que certos livros foram escritos por Deus (que, por motivos misteriosos, fez Shakespeare um escritor muito melhor do que Ele mesmo) nos deixa impotentes para lidar com a causa mais poderosa dos conflitos humanos, passados e presentes." Foram seres humanos que, inspirados por Deus, escreveram a Bíblia e ela própria afirma isso - mas, pelo jeito, nem Harris, nem o autor da matéria a leram. (Recomendo a leitura do texto "A Bíblia Sagrada é inerrante?")

3. Extremistas religiosos realmente fizeram coisas erradas em nome da religião. Tivemos as Cruzadas, a "Santa" Inquisição e temos os terroristas islâmicos. Mas isso não signifca que todos os religiosos sejam assassinos. Aliás, se quisermos saber o que é o verdadeiro Cristianismo, temos que conhecer a pessoa e as propostas do fundador do Cristianismo: Jesus Cristo. Ele jamais faria o que alguns têm feito em nome da religião. Na verdade, Jesus deu a vida pelos que O perseguiram. Para Harris, o antídoto para a progressão da barbárie no século 21 estaria no esvaziamento do poder ra religião. Errado. Estaria no combate aos grupos terroristas de qualquer tipo. Aliás, sempre é bom lembrar (porque a mídia secular parece esquecer) que, segundo O Livro Negro do Comunismo, os regimes comunistas ateus foram responsáveis por mais de 100 milhões de mortes, muito mais do que a Inquisição e as Cruzadas somadas. Mas isso não significa que todos os ateus e todos os comunistas sejam assassinos e que tenhamos que combatê-los. Repito: temos que combater os assassinos, quer sejam "religiosos", quer sejam ateus.

4. Intolerante é quem prega que deve existir liberdade de pensamento, desde que não seja o pensamento religioso.

5. É verdade que a fé "é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem" (Hb 11:1). Mas isso não significa que não haja evidências que substanciem essa fé. A arqueologia, por exemplo, demonstra que o pano de fundo histórico das Escrituras (que alimentam em parte essa fé) é fidedigno. Por que a mensagem religiosa desse livro também não seria confiável? Galileu sustenta que só devemos nos convencer "de que alguma afirmação é verdadeira se ela for sustentada por provas concretas" e que "fé não é nada mais que a disposição para aguardar as provas". Pois bem, então ateus e darwinistas são pessoas de muita fé. Claro, afinal, onde estão as "provas concretas" do surgimento da vida a partir da não-vida? Onde estão as "provas concretas" de que a informação complexa especificada da qual a vida depende simplesmente surgiu em algum momento? Finalmente, onde estão as "provas concretas" da não existência de Deus?

Além de comparar a fé cristã à crença em astrologia, feitiçaria e ovnis (pra variar), a matéria menciona um trecho do filme Religulous: diante de um cristão, o apresentador lança a pergunta: "Já que você sabe que vai para o Paraíso, por que não se mata?" Pois é, esse é o nível do "documentário" que serve - junto com o livro de Harris - de coluna vertebral para a matéria de Galileu.

Para encerrar, eu não poderia deixar de comentar sobre as fotos de mau gosto que ilustram a matéria, como a do crucifixo caído no chão, o menorah (castiçal) derrubado, e a pior: uma mulher deixando a burca no chão e saindo - ao que tudo indica - nua. Neste caso, Galileu vai de um extremo ao outro: do absurdo da vestimenta islâmica que isola a mulher do mundo à sugestão de que a liberdade consiste em libertinagem. São fotos grandes, duas delas de página inteira, talvez para "encher linguiça" e esticar o texto que ocuparia no máximo três páginas.

Ainda estou esperando os "argumentos demolidores".

Michelson Borges

Se você quiser se aprofundar no assunto, sugiro a leitura dos seguintes livros, entre outros que nunca apareceram nas páginas de certas revistas: Um Ateu Garante: Deus Existe, Não Tenho Fé Suficiente Para Ser Ateu, Ortodoxia, As Grandes Questões Sobre a Fé (de Jonathan Hill), O Delírio de Dawkins, Escavando a Verdade e Por Que Creio."

O que eu acabo concluindo, mes amis, o que o velho Josué havia concluído a muito tempo atras, independente do que seja a vontade do mundo, independente do que todo mundo queira que seja a verdade, prefiro afirmar "eu e minha casa serviremos ao SENHOR".

terça-feira, 27 de outubro de 2009

O que não tem conserto nem nunca terá, o que não tem remédio...

O que aparentemente não tem jeito normalmente vira lugar comum, acabamos nos acostumando, por vezes costumamos dizer que nos acostumamos fácil com o que é bom, mas de igual modo ocorre com o que é ruim, não tão fácil talvez, mas empurrado goela abaixo, com alguma atração pra distrair e lá vamos nós.... nos acostumamos com tudo.
Em se tratando de bandalheira na política brasileira então, já é favas contadas, em particular no meu austero estado a Paraíba convivemos com isso desde sempre.
Aqui, como no resto do país, não se vota por fidelidade à princípios e sim a partidos, empregos e outros quiproquós.

Arnaldo Jabor tem uma coluna apimentada na CBN, quinta dia 22/10/2009 foi publicado um áudio muito interessante sobre os nós em pingo d'água que o governo do seu Inácio está dando para acabar com qualquer tentativa de moralização da coisa pública.
Tudo bem que a culpa não é só do seu Inácio, mas o bocado dele neste bolo é bem generoso.

ei-lo:



Resumo:

  1. O projeto internacional de Vigilância tributária que permitiria o intercâmbio de informações fiscais, uma ótima ferramenta contra a sonegação fiscal, foi sumariamente renegado pelo relator Régis de Oliveira do PSC;
  2. Os congressistas querem a "doação eleitoral" ANÔNIMA, ;
  3. O projeto dos "fichas sujas" não foi incluida na palta de votações até o fim do ano;
  4. Os parlamentares querem que entre em vigor a lei que proíbe o ministério público de entrar em ação contra políticos (essa foi a mais descarada de todas, são as algemas que faltavam pra prender os homens de bem e deixar os canalhas trabalharem impunes);
  5. Mudança na lei de diretrizes orçamentárias retirou do tribunal de contas da União o poder de barrar obras irregulares, assim vai dar pra comprar várias fazendas e casas na beira da praia com a verba destinada à uma praça.
  6. O fim do voto secreto no congresso só será votado quando eu e você esquecermos.
  7. E a melhor de todas, a candidata Dilma de num sei das quantas, declarou que o Mensalão Nunca existiu.
Será que eu estou ficando maluco??? alucinação coletiva????


De fato temos o que merecemos... mas ano que vem tá aí, vejamos a quantas andam nossa consciência política.

mais áudios da coluna do Jabor estão disponíveis no site globo.com, pode seguir clicando AQUI.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Moisés

A menina Jujuba me pediu pra fazer um desenho que representasse bem o Clube de Jovens Herois da Fé, clube da igreja Adventista do Sétimo Dia central de Natal.
Então este humilde cabra escolheu desenhar um parente de Juliana, o grande libertador dos escravos(antes da filha do Dão Pedo II), Moisés :D.

quando fiz o desenho não achei que ficaria tão bacana no portal.

bom tá aí, clube herois da Fé arrastou 5 estrelas no campori, e eu me diverti pra caramba.

domingo, 4 de outubro de 2009

Como a Bússola....

A palavra princípio pode admitir diversas definições: início, começo, origem, causa primária, máxima, sentença.

porém a definição que vai mais me ajudar no raciocínio que estou construindo com você agora é a definição de princípio enquanto norma ou preceito moral.

Nós sempre podemos recitar os conselhos morais que nossos responsáveis, se responsáveis de fato, nos transmitiram ao longo dos anos. Não mecha no que não é seu, não ludibrie os outros, não minta, seja educado, cortez, seja obediente...

Quando crescemos somos confrontados com uma realidade deveras mais complicada que a da nossa casa na infância, as competições por posição na sociedade fazem a máxima maquiavélica, de que os fins justificam os meios, ser um pouco mais "aceitavel".

a paráfrase Shakespeariana, Mentir ou não mentir, é uma questão que merece uma interpretação maior, trapacear pode ser uma boa, contanto que as pessoas não descubram, putz mas sempre descobrem, cedo ou tarde. E os princípios? Seu destino é o fundo do abismo, pois como já dizia o meu vô Ayrton(conforme me repassou o meu pai), "nunca perca a honra, meu filho, por que depois de perdida dificilmente se pode recuperar".

A um mês, mais ou menos, um jovem de brasão no mundo automobilistico vem sendo alvo dos holofotes por uma conduta um tanto "desviada", se é que você me entende.

Bom estamos falando do piquezin, que participou da marmelada da Renaut no GP de Cingapura ano passado e agora é pivô de um jogo de empurra-empurra no maior estilo, "a idéia foi dele"!
A FIA e o mundo parecem preocupados em descobrir quem foi o autor da ópera, mas estão desviando o olhar de quem mais interessa, os executores dos atos.
Tenha sido o Nelsinho, ou o Briatore, ou o alto escalão da Renaut, qualquer um que tivesse tido a brilhante idéia não seria tão culpado quanto os que foram coniventes com a good idea?

Tem uma máxima que diz que pra cada doido tem um pior pra seguir suas idéias(inventei a máxima agora kkkk)

Então seguindo esse raciocínio todo mundo na história está errado, e merece a punição equivalente a seu erro, seja ele de idealizar, seja ele de executar, seja ele de ter ficado tanto tempo em silêncio.

Uma escritora norte americana que viveu a segunda metade do século XIX e pouco mais de uma década do século XX, chamada Ellen Gould Harmon White, escreveu vários livros embasados em princípios do cristianismo, muitas de suas obras são livros de cabeceira para diversos ícones, devido a sua firmesa no escrever transitando sobre diversos campos do conhecimento. Em um livro seu intitulado Educação ela constata:

"A maior necessidade do mundo é a de homens - homens que não se compram nem se vendam; homens que
no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o erro pelo seu nome; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus"

A constatação da sábia senhora faz eco em todos os corações pois, a seu tempo, todos já ouvimos conselhos iguais a este, se não com a mesma riquesa literária, mas com o mesmo fundo moral, onde nossos pais avós e tios diziam, SEJA UM HOMEM (MULHER) DE PRINCÍPIOS.

Como fã de automobilismo acho o Piquet Kid muito fraco enquanto piloto, sempre o achei um canastrão (Herança do pai), mas não posso deixar de olhar pro lado humano, o cara disse pro mundo inteiro que já aprendeu a lição, porém diferente da nossa casa quando prometiamos aos nossos pais "nunca mais fazer aquilo novamente" a vida real costuma dar um castigo um pouco mais severo, cobrando com juros as chineladas que nossos pais nos negligenciaram, cobrando corrigido e paulatinamente a falta que fizeram os conselhos mais chatos da infância-adolescência.

O Piquet aprendeu do pior jeito, aprendeu quando foi pego no pulo. Será que vale a pena viver de cabeça baixa como se a vertebral fosse de gelatina?
Será que vale não conseguir olhar seus iguais nos olhos?

Conselho que fica é escrever na mente o que disse a vovó white no afã de moldar no caráter a consciência tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; e ser alguém que permanece firme pelo que é reto, ainda que caiam os céus, ainda que tudo dê errado, ainda que .....

Enfim.

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Física é isso aí....


Para muitos será o primeiro contato com esta curiosa e verídica história, passada num exame de Física da Universidade de Copenhague.
Li a algum tempo no blog Obvious e resolvi transcrevê-la para cá.
A história ocorreu mais ou menos assim:
A questão exigia um modo que permitisse determinar a altura de um arranha-céus usando um barómetro.
Um estudante respondeu: Amarre uma longa corda à parte mais estreita do barômetro, a seguir faça baixar o barómetro do telhado do arranha-céus até ao chão. O comprimento da corda mais o comprimento do barômetro será igual à altura do edifício.
Esta resposta altamente original enfureceu o examinador ao ponto de rechaçar imediatamente o estudante.
O estudante apelou, baseando-se no fato de que a sua resposta estava indubitavelmente correta e a universidade nomeou um árbitro independente para decidir o caso. Na verdade o árbitro decidiu que a resposta estava correta, mas que não demonstrava qualquer conhecimento de Física. Para resolver o impasse foi decidido chamar o estudante e permitir-lhe que, em seis minutos, providenciasse uma resposta verbal que mostrasse, ao menos, uma certa familiaridade com os princípios básicos de Física.
Durante cinco minutos o estudante ficou em silêncio, franzindo a testa em pensamento. O árbitro lembrou-lhe que o tempo estava correndo, ao qual o estudante respondeu que tinha diversas respostas extremamente relevantes, mas que não sabia qual delas utilizar.
Sendo avisado para se apressar, o estudante replicou da seguinte forma:
Em primeiro lugar, poderia pegar num barômetro, ir até ao telhado do arranha-céus, deixá-lo cair ao longo da parede e medir o tempo que ele demora a atingir o chão. Desta forma, a altura do edifício poderá ser trabalhada a partir da fórmula: H= 0,5g x t2. Mas isto seria má sorte para o barómetro...
Ou então, se o sol estivesse a brilhar, poderia medir a altura do barómetro, depois de assentá-lo na extremidade e medir o comprimento da sua sombra. Em seguida, iria medir o comprimento da sombra do arranha-céus e, depois de tudo isto, seria uma simples questão de aritmética proporcional para calcular a altura do arranha-céus.
Mas, se quiserem ser rigorosamente científicos acerca disto, poderão amarrar uma longa corda ao barômetro e abaná-lo como um pêndulo, primeiro ao nível do chão e depois ao nível do telhado do arranha-céus. A altura é trabalhada pela diferença na força da gravidade - T=2p... Ou, se o arranha-céus tiver uma escada exterior de emergência, será mais fácil usá-la e marcar a altura do arranha-céus em comprimentos do barômetro, e em seguida adicioná-los por aí acima. Se, simplesmente, quiser ser chato e ortodoxo na resposta, certamente, poderá usar o barômetro para medir a pressão de ar no telhado do arranha-céus e no solo, e converter os milibares em pés para dar a altura do edifício.
Mas uma vez que estamos constantemente a ser exortados a exercitar o pensamento independente e a aplicar os métodos científicos, indubitavelmente a melhor forma seria ir ter com o porteiro e perguntar, se ele gostasse de ter um barômetro bonito, que lhe oferecia desde que ele me dissesse a altura do arranha-céus.
O estudante em causa era Niels Bohr...
Nesta época em que milhares de jovens se acotovelam nas salas dos cursinhos pelo país inteiro, no afã de conquistarem o que não conseguiram alcançar durante a explicação do professor da escola, que sirva a crítica para entender que ainda têm-se muito o que fazer pela educação do nosso país, têm-se ainda muito o que conquistar em busca do pensamento livre de fato, da fomentação de mentes oxigenadas e pensantes antes de priorizarem a formação de respondedores de simulados de vestibular.
Pensar não doi.... é difícil no início... mas no fim das contas todo mundo consegue

domingo, 13 de setembro de 2009

Sem Tinta



Desta vez quero mais do que tinta pra pintar a cara,
quero me revoltar da maneira certa,
com as armas de Gandhi e a paixão de Guevara.
Escolher, se preciso for, o sofrimento,
que será mais honroso do que esta falsa impressão de
que está tudo bem.

Não quero que o futebol aplaque minha sede de justiça,
nem ceguem meus olhos as festividades costumeiras,
quero antes de tudo uma revolução de verdade
não de fora pra fora, com camisas vermelhas e barbas por fazer
mas de dentro pra fora, com o coração esclarecido antes de estar apaixonado
Revolução da fome de "ser mais"
do hasta la victória siempre com a justiça dos que têm sede da elevação do ser.

Quero me revoltar contra o inimigo certo
quero ter meus olhos abertos o suficiente pra enxergar quem tenta me cegar
Não quero crer que minha família é o meu inimigo
assim como queira me passar o jornal e a tv
Não quero me separar de minha esposa ou esquecer meus filhos por qualquer motivo

Quero todos os dias sair de casa com a revolução racional como minha meta
ah, como eu quero que minha mulher seja tão culta quanto bela
que meus filhos sejam tão sagazes quanto hiperativos
que meu Marxismo doente seja substituido por um desejo social real
que se inicie com a semente plantada das minhas portas pra dentro
e que não tenha fronteiras para comportar seu galhos e raizes

E ao passo que escolho quem me representa, quero sofejar antigas canções
No afã de exorcizar os velhos hábitos de velhos brasileiros vendidos
que pegaram carona nas diretas, que pintaram os rostos, que se venderam
que se elegeram e dificilmente morrerão.
Por isso não quero mais tinta pro meu rosto, não quero mais unir as mãos
com os mesmo que juraram lutar por mim! e que me venderam falsos lenços e documentos
A luta não mais continua, ou talvez continue, talvez bem poucos tenham permanecido do lado de cá

O que mais me dói é saber que mesmo diante da minha patente impotência
diante da situação de minha cidade, meu estado, minha nação...
Eu não vou conseguir, não me indignar, não vou conseguir baixar os punhos
não vou coseguir parar de escrever.....

quem sabe um dia surta efeito!

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Com os pés nas costas

Se você mora em Jampa* e anda atenciosamente pela av. Epitácio Pessoa, vai entender perfeitamente sobre o que eu estou rabiscando, se não, se nunca teve o prazer de conhecer minha bela João Pessoa, ainda assim vai concordar, pois apenas escreverei sobre uma nuance no cotidiano das cidades grandes.
Há um cidadão que pede esmolas na bifurcação entre as avenidas Epitácio Pessoa e Rui arneiro que, diga-se de passagem, realiza tal feito com o generoso Sol paraibano sobre sua cabeça e com uma das pernas nas costas, ele desenvolveu uma técnica própria para aquisição de auxílio dos motoristas que naquele semáforo param, cortou um garrafão de água mineral pela metade e prendeu com arames a um cabo de vassoura, quase um receptáculo para coletar oferendas(e na verdade o é).
Até ai quase tudo bem, mas a alguns anos eu tive a impressão de ter visto o singular mendigo e suposto aleijado, andando normalmente pelas imediações da estação rodoviária da capital, tratei logo de tirar minha dúvida, perguntei a um comerciante antigo daquele local e ele confirmou minhas suspeitas, era o dito cujo mesmo.
O pior todas as vezes que passei por ele depois disto tive rompantes de raiva ao analisar o embuste que aquele senhor representava, "que doença é essa que os pés vão parar nas costas?", "quanto um ordinário desses ganha enganando assim a todos?" Sobre o segundo questionamento eu andei analisando, se ele conseguir 1 real a cada 5 minutos, então em uma hora ele arrecadará 12 reais, digamos que ele resolva pedir esmolas apenas por cinco horas durante o dia terá feito 60 reais, é certo que de segunda a sexta feira este senhor está lá com uma assiduidade de dar exemplo a todo funcionário de repartição pública, então 5 dias na semana perfazem 300 reais por semana, multiplicando este valor por 4 para dar um mês chegamos ao valor revoltante de R$1200, é isso mesmo, Hum mil e duzentos reais brasileiros, salário um valor que a maioria da população trabalhadora do Brasil nunca teve em mãos, "ah mas ele é vítima da sociedade, pensaria alguém", eu pergunto quem é vítima de quem nesta história toda. Em nossa falida mentalidade mediana permitimos no âmago do nosso ser que determinados setores da sociedade cometam delitos sem que sejam punidos por isso, são, de um lado, os menos favorecidos por seu coitadismo herdado, e de outro lado os políticos que põem as cartas em cima da mesa.
E exatamente isso o que você leu meu amigo, tanto os canalhas engravatados e o sujeito dos pés nas costas são culpados pelo mesmo crime. o Crime de quebrar a cadeia biológica natural da sociedade que clama por indivíduos comensais e acaba sendo sugada por um comensalismo parasitário (se é que existe tal definição), então permitimos que o Lula permaneça no poder após tantos indícios contra ele, permitimos que o Sarney mantenha-se deitado em berço explêndido na cadeira mais prestigiada (e caçada) do Senado Federal brasileiro, permite que supostos homens de Deus consigam converter as palavras sagradas em dividendos depositados em paraisos fiscais, e mesmo assim terem os seus templos lotados de fieis.
Chego a uma boba conclusão:

Talvez nós sejamos ligados mesmo é nos sujeitos que conseguem nos enganar até mesmo com os pés nas costas!

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Pecado, Pecadinho, Pecadão


“É preciso saber o tamanho do crime. Uma coisa é roubar, matar, outra é pedir emprego e o tráfico de influência, o lobby. O que não se pode é vender tudo como um crime de pena de morte”

A frase acima é do, nas horas vagas, presidente da República Maranhense do Brasil.

É notorio que está na moda a cultura do SEMI: semi intelectuais adotando um look cult e até bruxo pra vender livro, semi celebridades brincando de reality nos BBBs e Fazendas da vida, semi cantores se apresentando nos programas mais menos assistidos, semi atores permeando novelas.
Esta famigerada semicultura só tem uma coisa de completa, a culpa pelo engajamento no movimento expontâneo e marqueteiro de emburrecimento das massas.
E por falar em culpa, parece que para o Seu Inácio a coisa pública permite dolos, caso sejam respaldados pela biografia do meliante. Ao indagar que é preciso que se faça uma análise sobre o "tamanho" do crime, Luiz deixa claro de que lado está afinal.

Você deve se perguntar: Onde está aquele Lula, Metalúrgico idealista do ABC paulista? Aquele mesmo que encabeçou tantas passeatas, tantas lutas em favor de um ideal, ideal este traduzido numa bandeira vermelha de estrela amarela?
Não sei, se é que esse cara um dia existiu, hoje só consigo enxergar um sujeito sem rumo, com péssimo gosto pra fazer amigos, que é movido de acordo com os ventos da situação, e que escancara o Brasil para mais uma modalidade de Semi cultura, os SEMI CRIMES.

No post anterior eu disponibilizei os áudios das escutas feitas pela PF, contra tais fatos não há argumento. Antes seu Inácio defendia que Zé não havia cometido erro nenhum, diante da comprovação do tráfego de influência ele mandou a pérola que você leu no início deste texto.

Basta que você amigo admirador do Lula entender uma coisa, que ele lutou a vida inteira contra tudo o que o senhor Sarney representa, e foi eleito, dentre outros fatores, por esta imagem que passou desde a época de movimento sindical, e agora defende com unhas e dentes a permanencia do dono do Maranhão na mais importante cadeira do Senado federal, mesmo Zé tendo cometido todos estes crimes, ou seriam semi crimes?

Epílogo:
Sempre aprendi com meus pais que não importa a roupagem do erro, não importa o tamanho, ele sempre vai ser completo, não há semi crime, semi roubo, semi nepotismo, crime é crime, inteiro e passivel de punição. A verdade meu filho, diziam meus pais, vai continuar sendo sempre a melhor escolha!

Hasta Luego muchachos.

* A caricatura deste post, foi feita pelo brilhante artista Baptistão

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Secretamente

Todo mundo já fez algo que não queria que ninguém tivesse conhecimento, os chamados segredos, coisas que nos deixariam ruborizados caso fossemos flagrados.

Normalmente este tipo de coisa não deve ser nada que possa fazer mal aos outros, muito pelo contrário, apenas executor fica de "saia justa", pois seria motivo chacota por muito tempo. Coisas como cantar imitando Pavaroti, dançar imitando Michael Jackson, recitar poesias com voz do tio patinhas, imitar o Sidney Magal, cheirar sovaco, ah sei lá qual a maluquice que você tem e quer manter secreta.

A palavra república, na contramão de tudo o que falamos, até mesmo pela própria constituição da palavra (latim rés-pública - coisa pública), não combina muito com "manias secretas", "segredinhos", "atos secretos", se é que você me entende.

O senhor da foto é descarado o suficiente pra permitir que seus Atos Secretos venham a tona, atos que podem ser resumidos como conseguir favores políticos pra toda sua família.

Eu achei muito bacana da parte do Fernando Sarney(filho do velhinho da foto) se preocupar com o futuro profissional do namorado da filha como você pode conferir no podcast do estadão clicando aqui.
ou então siga passo a passo, ouvindo as escutas divulgadas pela PF e prontamente salvas por este humilde cidadão que vos escreve.

Só o que não ficou muito bem na foto foi a casa dos Senis (senado) que tem agora que administrar mais esse escândalo, e ainda aguentar seu Inácio chamado os integrantes da centenária casa de pizzaiolos.

Escrever este texto me deixou afinal com algo intrigante, já imaginaram o Sarney cheirando sovaco, dançando igual ao Nei Matogrosso e cantando Sandra Rosa Madalena?
Com certeza não seria tão descarado quanto estes tais "ATOS SECRETOS"

segunda-feira, 13 de julho de 2009

É som de Preto e Favelado

Eu não gosto de tachar as pessoas por nada que seja casca: roupas, pertences, grana, cor da pele, cabelo(ou falta dele) não são bons parâmetros pra se definir alguém. Antes prefiro meditar acerca de atitudes, de sentimentos e de posturas.

Por isso vez por outra venho com uma diatribe, ataco mesmo às instituições do momento, as celebridades. Elas são financiadas por tudo o que menos presta na sociedade, dentre elas: as revistas que ditam o que é belo, os donos do morro e suas cachorras, as maiores marcas e seus bonecos de vodu retardados (e pra me dar uma pontinha de inveja, milionários).

Mas falemos das pérolas e não dos porcos, fui criado ouvindo muita música boa, costumo superestimar o passado, porque prefiro comparar as coisas com o que vivenciei. Em minha casa, por exemplo, se escutava música de primeira, fôsse ela brasileira ou não. minha mãe sempre teve aversão (a palavra é essa) a qualquer lixo sonoro produzido, e esta cultura, graças ao BOM DEUS, nos foi transmitida.

Gosto muito de escavocar o passado e o youtube dá uma mãozinha sempre. Alguém um dia disse que o Youtube iria derrubar governos, se isso vai ocorrer eu não sei, mas tenho a certeza de que sem um artifício como ele, preciosidades como esta que eu posto logo abaixo não estariam ao alcance de quaquer um.




Por que com tanta coisa boa nós nos passamos a permitir que o lixo invada nossa cultura?
Por que o som do preto e do morro se tornou tão bundificado(bundalizado, sei lah, inventei)?
você já parou pra pensar sobre isso?
então fique indignado, e ouça cartola!

Afinal, ainda é cedo amor......

terça-feira, 7 de julho de 2009

E o palhaço quem é?

Esta semana, pasmem, não aconteceram apenas os preparativos para o SHOWNERAL do Michael Jackson:
O Senado anda no cangote do Sarney, Lula anda querendo inocentar o ex do Brasil, o Obina fez gol e o Ronaldo voltou a fazer o que ele sabe melhor, (além de azarar a travecada e assaltar a geladeira lógico), o cabra voltou a falar besteira.
O Cobra D'água* do Nazário abriu a boquinha cheia de dentes dele pra dizer que o flamengo não tem a maior torcida do país.
Palavras do Fenômeno do Marketing:
– Eu sou flamenguista desde pequeno. Sempre fui ao Maracanã. Agora, estou no Corinthians. E o que eu aprendi no Corinthians é que essa pesquisa do Flamengo não é certa. Não é uma pesquisa correta. Eles pegam os torcedores dos outros Estados, que falam que o Flamengo é o seu segundo time do coração – disse Ronaldo em entrevista ao programa "Bem, Amigos", do SporTV
Os argumentos, sólidos como gelatina, utilizados por este senhor apenas refletem uma realidade entre muitas pessoas, elas se vendem de acordo com a situação, e não falo apenas de bufunfa, me refiro a não fidelidade aos princípios, me refiro à ter uma opinião de acordo com a situação.

"Nossa, essa tempestade toda por causa de uma declaração gerada por marketing de futebol?"

Winston Churchill certa vez disse algo assim: "Jamais ceder, jamais, jamais, jamais - em nada, seja grande, seja pequeno, amplo ou trivial -, jamais ceder exceto a convicções de honra e bom senso..."

Então é isso, faço alarde mesmo, fico chateado quando as pessoas não demonstram um caráter sólido, são como a palha que o vento disperça, já dizia o Salmista Davi. Pior foram os argumentos dele, que podem ser divididos em duas partes;
Na primeira ele quer impor sua autoridade no assunto apenas por que nasceu flamenguista e por que já foi ao maraca.
E no segundo momento ele se perde quando diz, "E o que eu aprendi no Corinthians é que essa pesquisa do Flamengo não é certa", se ele tivesse nascido palestino e tivesse a oportunidade de morar em Israel teriamos então hoje mais um anti-palstino no mundo, pois Ronaldo assimila a cultura de quem está pagando as contas e não pondera o que lhe é dito, é talvez ele pondere, mas os reais e os dolares falam mais alto as vezes, afinal pra ganhar din din vale tudo pra essa gente, e não se impressionem se daqui a pouco um monte de gente sem ter o que fazer começar a defender as idéias do cientísta esportivo Ronaldo Nazário.

É apenas mais um fraco das idéias, tanto quanto eu que ainda estou discutindo isso enquanto ele engorda a conta dele falando bobagens desse quilate, e olha que ele nem precisou estudar pra falar as asneiras que fala. Tudo bem que futebol, religião e gosto por mulher não se discutem, mas afirmar que a torcida do flamengo não é a maior do país é o mesmo que dizer que não foi o Michael Jackson que pela primeira vez executou o Moonwalk.

matando a cobra e mostrando o pau: cliquem aqui e aqui2, procurem mais no google, com certeza vão discordar do palhaço da vez.

*cobra d'água - Jargão utilizado para definir os canalhas que mudam de time como mudam de cueca.

A caricatura fui eu quem fiz, por isso não coloquei fonte.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Uma carta jamais lida

"Queria poder ter tido a oportunidade de ser teu problema, de ser o teu cansaço,a tua preocupação, queria talvez poder ter sido a tua alegria mamãe. Pena que não tive defesa, era sem forma.
Mas você escolheu, você preferiu a morte, a minha morte.Você não quis escutar minha voz, meus passos, meu pequenino coração a bater. Você preferiu meu silêncio, o silêncio da morte!
Sinto uma profunda tristeza em saber que não pude sorrir para você, saber que não pude te abraçar, sentir teu calor de mãe, o teu cheiro, dói saber que não tive chances de brincar e correr pela casa, de levar uma bronca ou talvez um elogio sincero.
Mas, sabe mamãe não te julgo, porém não consigo entender a alegria que sentiu quando ficou 'livre' de mim,nunca te fiz mal algum, contudo você me tirou o prazer de viver neste mundo, mundo que me faria ser tua vergonha, motivo de preconceito e deboches.
Senti que o teu desespero, as tuas lágrimas caírem ao perceber que o amor não tinha me gerado.
Queria tanto poder ter ouvido tuas histórias, conhecer a tua infância, fazer parte de sua vida. Queria poder ter sentido sua proteção, sua compreenção.
E agora, da minha dor, das minhas lágrimas, queria te falar que te desculpo, que iria te amar sinceramente!
Gostaria que você lembrasse daquí alguns anos, que escultasse a minha doce voz te chamando de mamãe, minha linda mamãe.
Seu coração agora está alegre e calmo, mas o meu parou de bombear naquele instante que eu começava a crescer para absorver tudo que gostaria que fossê-mos: mãe e filho...Bons amigos!"

Laryssa Macieira


Cara me impressionei com o texto de Laryssa, a guria tem talento com as palavras.
Parafraseando Gabriel o Pensador quando ele diz que "falar de corrupção sempre é um assunto atual", afirmo também que falar de desrespeito à vida, em qualquer esfera, infelizmente é tão atual quanto. Nós conseguimos colocar sondas em Marte mas não somos capazes de mudar nosso modo de tratar esta delicada dádiva que é a vida.

A pesar das concepções não planejadas serem cada vez mais flagrantes, o aborto, com toda certeza, jamais é a melhor saída.

domingo, 28 de junho de 2009

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Tiradas










Para visualizar maior clique na imagem :D

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Tiras









para ver a tira em tamanho maior Clique na figura, para ver mais tiras do Franklin dê uma olhadinha na minha galeria do Flickr clicando aqui.

Bom Sábado Galera!

terça-feira, 2 de junho de 2009

W.

Estava pesquisando cenas do filme NASCIDO EM 4 DE JULHO, um filme muito show, brilhantemente estrelado por Tom Cruise. No youtube fiz uma pesquisa rapidex e encontrei muita coisa, menos algo sobre meu alvo de pesquisa, porém um trailer em especial chamou-me a atenção, um filme de 2008 que, se não me engano, já está rolando lá nos States que promete agradar o mundo e dar um tapa de luva de cimento nos EUA.

Digo agradar por que adoramos estar certos, salvo raras exceções, e digo estarmos certos por que todo o mundo sabia que os Estados Unidos tinham um macaco fanfarrão como Presidente durante oito longos anos.

Não me refiro ao Clinton, que foi uma "falsa promessa" que preferiu manchar a imagem da casa branca enquanto se esbaldava com suas estagiárias, não me refiro a ele, falo de G.W.Bush, a prova cabal de que não é só em terras tupiniquins que ineptos sobem ao poder, jogadinhas com a grana pública, acordos por debaixo dos panos, pauzinhos a serem mechidos, e por aí é que o povo do país da Liberdade(é sério) caiu nos braços de uma família que mais queria o poder do que o governo.

Lembrei então que assiti ao premiado documentario de Michael Moore sobre os ataques às torres gêmeas em 11 de setembro de 2001, intitulado FAHRENHEIT 11/09, este filme, pode parecer meio teoria da conspiração, porém Moore traz fatos e imagens que comprovam suas idéias, jogando holofotes sobre o que ocorreu nos bastidores da política americana antes, durante e depois dos ataques, fatos até então desconhecidos do grande público foram expostos. Incongruências do tipo:
Os contratos para extração de petróleo assinados entre a família Bush e a família Bin Laden;
O investimento bilionário dos Árabes nas indústrias armamentistas pertencentes à família Bush.
O que nos leva a uma lógica reflexão - "Ora se eu tenho uma empresa ela tem que vender para se sustentar. Quem comprará tanques de guerra, misseis, armas e munição se não tiver guerra?" - Simples George e sua galera criaram uma guerra, assim tudo o que produziam teria agora um comprador, além de barganhar com empresas que viriam a explorar as necessidades dos países invadidos, implantando seus sistemas de TV, Telefonia movel e etc.

O desenrolar de tudo isso espero que tenha sido abordado por Oliver Stone, bom, já falei demais, adoro uma conspiração, e você?
Fica então de brinde o trailer do filme, particularmente fiquei interessado demais para assistir W., a história do filhinho-de-papai com um ótimo talento pra fazer besteiras que se tornou presidente da mais poderosa nação do mundo.


W - o trailer autorizado (Legendado em portugues)


E por falar nisso, a título de curiosidade Oliver Stone o diretor do filme, já ganhou 2 Oscars, um por Platoon e outro por, vejam só, Nascido em 4 de Julho, justo o filme que eu estava procurando!

Coincidência né?!

Hasta Luego galera

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Tiradas

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Para visualizar em tamanho grande é só clicar na figura

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quero ficar velho

A morte é a maior certeza que nós temos quando da inocência inconsciente do nascimento, tantos são os que nascem e em poucos dias morrem ou deixam a vida em idades tenras, sem muitas experiências, apenas deixando expectativas, lamentos do quão genial poderia ter sido a trajetória do dono da infeliz sorte de ser privado da vida logo cedo. Quem dera pudesse ter a certeza de que chegarei a ser idoso, poderia elaborar planos para aproveitar todas as fases da vida, para por fim descansar em minha velhice.
Quero poder me reunir com velhos amigos e falarmos de nossas diversões de criança. De quando ganhei meu atari, de como ele ficou obsoleto e então o fliperama da esquina era a opção mais maneira. Das saídas de bicicleta nos dias de chuva, como a lama parecia uma companheira constante de nossas roupas e almas. Dos joelhos no chão nas partidas acirradas de bola de gude e tampinha cross. Das brigas antes durante e depois das peladas.

Quero conversar com os amigos que ainda estiverem vivos sobre os que já se foram, sobre como as coisas estarão mudadas, e como eu acharei até o atual tempo de crise melhor do que os tempos futuros. Quero que meus netos parem um pouco pra ouvir aqueles "coroas comédia" conversarem, explicar para eles um montão de coisas sobre minha geração. Quero falar sobre a elegância que tinham as pessoas em minha época, como as meninas tinham seus comportados piercings, os caras prezavam por seus moicanos, ou por seus drads maneiros, falar de como as roupas já vinham sujas e rasgadas de fábrica, tudo produzido para manter a etiqueta de minha geração. Lembrar de como a música veículada pela mídia em meus dias teve um declínio tão lamentável, e que era preciso ir a lugares certos, conhecer os caras certos para se ouvir música de verdade, mas me regozijar que algum carinha sobrinho tataraneto de Jobim ou Gonzagão ou Chico (Buarque ou Cézar) ou filho de ninguém que esteja fazendo um sonzão digno de se chamar MPB novamente.

Quero me lembrar de como estudar era diferente no meu tempo, do quadro de giz e do professor mais carrasco que eu tive, lembrar das colas, das provas, das matadas de aula por algum motivo nobre, como namoro, futebol ou violão. Lembrar do dia da minha formatura, e entre uma ida ao banheiro e outra, gargalhar lembrando de alguma sacanagem criada por mim e meus amigos para tirar sarro de algum professor ou colega.

Lembrar de como a internet começou e trouxe uma enxurrada de possibilidade, até mesmo de relacionamentos à distância. Falar de como era difícil na minha adolescência ter um celular, e ter que explicar o que era um celular e falar que depois de alguns anos você ganhava um se comprasse um chiclete.

Quero ser velho para falar dos amores da juventude e me rir das melosas poesias que escrevia pras namoradinhas de então, de como eu tinha prazer em sorrir e estar mergulhado nos olhos de uma linda menina, e como estas meninas mudavam como as estações do ano e como este prazer fomentaria uma busca constante através da minha vida, e entre gargalhar e tossir lembrar que quando deixei de ser um jovem medroso, e de como os relacionamentos tornaram-se mais exigentes e filosóficos, mais cheios de dúvida e receio, e lamentar sobre como eu era bobo em não ter aproveitado as chances que o amor me endereçou à porta.

Gostaria de ouvir, talvez pela nonagéssima nona vez, as aventuras amorosas de meus comparsas de dominó, damas e video game, contar também as minhas e por que não? E aumentar um pouco aqui e ali. Lembrar da primeira vez com uma mulher, e lembrar que algumas relações foram tão iguais que pareciam feitas no mesmo molde, já outras traziam inéditos estimulos que trancendiam os sentidos. Entre uma peça de dominó e outra escutar meus amigos falarem sobre seus amores, se por um acaso algumas paixões de juventude coincidirem, apenas seria mais um motivo para gargalhar, não haveria mais espaço para rixas, elas teriam se dissolvido nas águas do monjolo da vida.
Quem sabe algum afirmaria com olhos cintilantes que não houvera se casado com o amor de sua vida por capricho do destino, outro recordaria de sua linda companheira que falecera anos antes, e contando meia história é impedido por um nó na garganta. Já eu, caso minha companheira ainda viva esteja, gostaria de falar como é preciosa para mim a mulher, agora tão diminuída pelo tempo, que me proporcionou a plenitude do ser, sendo um só ser comigo.

Mas caso a viuvez seja minha sorte, quero lembrar com olhos fulgazes, misturando lágrimas e sorrisos, tentando lembrar frases, poemas, cheiros e cores que me remetessem à tardes mais ensolaradas, noites mais dançantes e dias mais festivos ao lado de minha doce Dulcinéia del Toboso.

Gostarei de me despedir dos meus amigos de cabelos cor de prata, nos rindo da sinfonia de "ais" "uis" só ouvida quando velhos homens se levantam ou se sentam. Gostarei de abraçar a todos e com um "até logo" voltar para casa e encerrar um ciclo diário que apenas teria termo quando então a morte, silenciosa de preferência, me viesse visitar.

Pois é, da velhice até a morte eu quero, não uma morte entubada cercada de dor que se alastra como o repicado som de uma funebre UTI de hospital. Preferirei, mil vezes, silenciosamente e com um sorriso nos lábios, não conseguir mais ser acordado pelo embate matutino dos cibitos e colibris no bebedouro para pássaros de minha sacada.

E quando transformado for, pois creio que no porvir as coisas assim serão, quero voltar à aparência renovada de minha idade mais próspera, mas não quero perder o espírito e a serenidade que só o envelhecer um dia me proporcionaram.


Texto Produzido depois de ter visto o Filme de Domingos de Oliveira intitulado JUVENTUDE, assiti ao filme no Festival de Cinema da Língua portuguesa "CINEPORT", realizado em João Pessoa - PB de 1 a 10 de Maio de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Tiradas

O carinha aí ainda não tem nome, porém tem opinião, já é um começo, tem gente que nem isso tem. Vou postar de vez em quando algumas tiras dele, quem sabe em algum momento consigamos dar um nome que combine com ele.







clique na figura para vê-la ampliada!

até mais

quinta-feira, 9 de abril de 2009

SINTO VERGONHA DE MIM

O diferencial do artista brasileiro é que ele consegue tornar bela uma manifestação de insatisfação. Ainda que a beleza não tenha nada de conformismo, ainda podemos galgar patamares maiores na luta por nossos direitos, mas creio que um bom início é indignar-se. ouça a declamação de Rolando Boldrin do lindíssimo poema de Cleide Canton, fechando com alguns versos do inesquecível Rui Barbosa.




Sinto vergonha de mim…

por ter sido educador de parte desse povo,
por ter batalhado sempre pela justiça,
por compactuar com a honestidade,
por primar pela verdade
e por ver este povo já chamado varonil
enveredar pelo caminho da desonra.

Sinto vergonha de mim
por ter feito parte de uma era
que lutou pela democracia,
pela liberdade de ser
e ter que entregar aos meus filhos,
simples e abominavelmente,
a derrota das virtudes pelos vícios,
a ausência da sensatez
no julgamento da verdade,
a negligência com a família,
célula-mater da sociedade,
a demasiada preocupação
com o “eu” feliz a qualquer custo,
buscando a tal “felicidade”
em caminhos eivados de desrespeito
para com o seu próximo.

Tenho vergonha de mim
pela passividade em ouvir,
sem despejar meu verbo,
a tantas desculpas ditadas
pelo orgulho e vaidade,
a tanta falta de humildade
para reconhecer um erro cometido,
a tantos “floreios” para justificar
atos criminosos,
a tanta relutância
em esquecer a antiga posição
de sempre “contestar”,
voltar atrás
e mudar o futuro.

Tenho vergonha de mim
pois faço parte de um povo que não reconheço,
enveredando por caminhos
que não quero percorrer…

Tenho vergonha da minha impotência,
da minha falta de garra,
das minhas desilusões
e do meu cansaço.
Não tenho para onde ir
pois amo este meu chão,
vibro ao ouvir meu Hino
e jamais usei a minha Bandeira
para enxugar o meu suor
ou enrolar meu corpo
na pecaminosa manifestação de nacionalidade.

Ao lado da vergonha de mim,
tenho tanta pena de ti,
povo brasileiro !

(Cleide Canton)

***

” De tanto ver triunfar as nulidades,
de tanto ver prosperar a desonra,
de tanto ver crescer a injustiça,
de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus,
o homem chega a desanimar da virtude,
a rir-se da honra,
a ter vergonha de ser honesto “.

(Rui Barbosa)



segunda-feira, 30 de março de 2009

Nômade, e por que não?

Não vou procurar o que os dicionários dizem sobre nomadismo, acho que somos grandinhos pra saber do que se trata não é? Andar com ou sem destino, ir, migrar, levar os sonhos nas solas dos pés. Não sei vocês, mas sempre que penso nos quem têm por patria a estrada logo me vem a mente a imagem do cigano, uma fotografia sem rosto de um sujeito com um lenço na cabeça, pilotando uma morosa charrete cheia de balagandans, crianças e novidades. Acho que fui influenciado pela a imagem de Melquíades, personagem do inesquecivel livro "cem anos de solidão" de Gabriel Garcia Marques, livro este que traz nestas pessoas peculiares um modo sazonal de entretenimento para a pacata Macondo.
Desde criança me chama a atenção o estilo de vida de quem vive nomadeando(eu e meus neologismos), quando eu estava na 5ª série primária um grupo de teatro mambembe chamado "Carroça de Mamulengos" se apresentou na escola onde estudei, lembro-me vagamente das apresentações, cheias de regionalismos, repletas de músicas resgatadas das antigas cirandas e cocos nordestinos, canções que eram usadas pelos palhaços dos antigos circos para animar a platéia, mas lembro-me bem dos filhos da família mambembe, que participavam do espetáculo de forma primorosa, crianças como eu naquela época, tinham prioridades distintas das minhas, aqueles garotos faziam parte do espetáculo, artistas por sua natureza inspiravam os sonhos de qualquer guri fanático por aventuras.
A uns três anos atras mais ou menos, tive um susto, assistindo o programa do Jô vi aquela família se apresentando e mostrando toda sua arte, apenas me dei conta disto quando escutei o nome de um dos filhos que fez amizade comigo naquela época, Antônio é seu nome, fiquei embasbacado com sua apresentação tão igual àquela que eu me lembrava, a família hoje tem mais integrantes os artistas se multiplicaram desde aquele, cada vez mais distante, ano de 1993. segue um vídeo desta talentosa família.


Carroça de Mamulengos 30 anos
Façam mais umas pesquisas sobre este grupo no youtube, visitem o site deles é realmente uma jóia da nossa cultura popular, se você gosta deste tipo de arte vai se impressionar a vera.
link para o site http://www.carrocademamulengos.com.br/

A uns dois anos eu vi um filme chamado "Na natureza Selvagem" (Into the Wild), com roteiro e direção de Sean Penn o filme trata da história real de Christopher McCandless um cara genial, que toma algumas decisões consideradas impensadas por muiots de nós. Abre mão de uma promissora carreira, doa todas suas economias à caridade, cerca de 24 mil dolares, coloca uma mochila nas costas e parte para o Alasca a fim de viver uma verdadeira aventura.
Um filme a ser visto, obstinado leitor(já que conseguiu ler até aqui), este filme pode ser um divisor de águas em sua vida, talvez não lhe convença a colocar uma mochila nas costas e sair por aí, mas com toda certeza vai lhe fazer refletir que cada momento é único assim como cada fase das nossas vidas, devemos nos repensar enquanto seres sociais, se não chegar a este ponto de reflexão também vale a pena assistir, é uma história primorosa.


A aproximados 1950 anos atras um carinha chamado Paulo de Tarso, jornadeou por um monte de lugares ao redor do mediterrâneo, e fez uma revolução como andante, quem entrava em contato com Paulo não saia do mesmo jeito, ele trazia uma nova ótica sobre a vida, sua retória com forte influência greco-romana possuia uma roupagem nova, a fonte que lhe fornecia inspiração para tentar mudar o mundo estava nos ensinamentos do galileu Jesus de Nazaré, a pesar de não o ter conhecido pessoalmente, Paulo agia de acordo com o que ouvira sobre seus ensinamentos, ao ponto de dizer que já não vivia mas Cristo vivia nele.
Seu discurso eloquente fazia multidões inteiras paralizarem e pensarem, e os grandes o tinham por ameaça (nada diferente de hoje não acha?). Suas cartas às comunidades cristãs que ia formando com seus seguidores pelas cidades onde passava, continham um teor tão pessoal quanto extenso, basta notar a quantidade de epístolas suas publicadas no novo testamento, e que trazem mensagens para qualquer leitor hoje em dia, arrisque-se pelas epistolas de Paulo eu o desfio a continuar pensando da mesma forma após a sincera leitura.

Então quer seja por motivos artísticos, de encontro pessoal ou para propagar uma mensagem que mudaria o mundo, todas elas precisam de uma companhia especial, onde o simples ficar em casa não surtiria efeito algum, a companhia onipresente e por veses solitária de uma estrada.


A gente se encontra em algum posto de gasolina! Ou com um polegar pra cima.


sábado, 21 de fevereiro de 2009

Coronéis e Coronéis



Nasci e me criei na Paraíba, um estado onde um punhado de cidades de fato têm mínima estrutura, deve-se este quadro ao revesamento 2X8 que existe no meu lugar desde que os tabajaras trairam os potiguaras. Desde aquele tempo esta bolinha encarnada e preta migra de uma raquete a outra empunhada pelas mãos dos coronéis.

Vamos então entrar no meu De lorean* arretado pra você entender onde quero chegar. Quando eu era garoto, após o mandato do então Governador Ronaldo da Cunha Lima, ano 1993 ou 1994 não lembro bem, outro PMDbista foi eleito por voto direto para gerir o Estado, seu nome Antônio Mariz, que como Tancredo Neves faleceu e não pôde mostrar serviço, mas todo mundo por essas bandas jura que ele era um fenômeno. Seu vice era o, para mim obscuro e total desconhecido, José Targino Maranhão, sabe-se que era uma prática recorrente escolher vices que não tivessem muita expressão política mas que pudessem usar a força do dinheiro e do poder que exerciam em seus respectivos currais, acho que ainda é assim de alguma forma.

Bom o fato é que o Maranhão (não o estado, o cara) tomou posse após a morte do Mariz, então governou por três anos e meio, e na outra eleição esta em 1998 foi reeleito para o cargo. Querendo eu já adentrar nos méritos políticos e já entrando, tento fazer um balanço geral dos 8 anos de governo do Ex-Senador José Maranhão, só me vêm a cuca fatos que se destacam por serem sombrios, como a maneira que ele encontrou para enfrentar a greve dos policiais, simples, diálogo é pros fracos, o cara acionou o exército. E teve aquela vez quando no desfile das Muriçocas do Miramar, se não me engano o ano era 2001, no trio elétrico que em que ele estava os professores da UEPB estenderam faixas com os dizeres "MATE NOSSA FOME", professores fizeram greve de fome para terem o direito de falar com o gestor maior do estado, e este não os atendeu. Ao deixar o governo do Estado em 2002 verificou-se em sua prestação de contas que o Mr. Maranhão havia aumentado sua riquesa em aproximados 1000% é eu não coloquei um zero a mais não, você leu MIL POR CENTO mesmo. Este proximo caso falo por que ocorreu comigo, todo professor de ensino médio tinha direito ao FUNDEF, um incentivo salarial, no meu caso enquanto professor pró-tempore, eu tinha direito a R$ 100,00 a mais no meu pálido salário, infelizmente o Maranhão roubou-me durante meus primeiros anos como professor, já que não vi a cor dos 100 merréis. Passei a receber após a posse de Cássio da Cunha Lima(é o mesmo que esta semana foi cassado).

Não gosto de como os assuntos sobre política são conduzidos no meu sublime torrão, aqui confunde-se consciência política com afinidade por determinado grupo político, amigos se estranham, famílías se dividem, as pessoas não se respeitam mais, opiniões divergentes dificilmente são ouvidas, nuances que lembram muito o fanatismo, porém um fanatismo maqueado e covarde, caso você seja de outra região do País, entenda que no Nordeste isto é corriqueiro, não importa o quanto roube, mate ou destrua, se for coronel, se comprou chinelos, dentaduras e óculos suficientes e ou fez uma praça bacana, pode contar que nas proximas eleições os mesmos canalhas serão bem votados.

Passei alguns dias fora do meu estado, estava trabalhando e não me pus a par dos acontecimentos daqui, tampouco assito TV então estava ilhado mesmo, descobri então que na utima terça feira dia 17/02/2009 o Governador da Paraíba Cássio da Cunha Lima havia sido cassado numa decisão do STF, Maranhão foi reempossado no cargo de Governador do austero Estado da Paraíba. Imaginei o Michael Jackson executando o seu famoso Moon Walker vestido com as cores da bandeira da Paraíba meio que uma sensação de que esta fatia parca de Brasil estaria agora nas mãos de um decendente direto (politicamente falando) dos tão incompetentes capitães mores que daqui usurparam o sustento, e que estava, assim como o Michael, ANDANDO PARA TRAS, porém abraçado com a idéia de sugar ainda mais os ossos desta sesmaria.

Quero crer que ainda teremos uma reviravolta política, creio nisto com a mesma convicção de infância com que cria que o coelhinho viria na pascoa, mas ainda assim creio. Acho que a saída é eu sair, tal qual diógenes, com uma lanterna a procura de um homem que seja honesto para governar a Paraíba, temo que as pilhas da minha lanterna não irão suportar tanto tempo de uso.

É com tristeza no coração que concluo, porém não termino, este assunto. Custei a entender o sentido da frase "Cada povo tem o Líder que merece", então eu pergunto:
- o que eu fiz para merecer?


*Assista o clássico "De volta para o futuro"